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Em desenvolvimento, pré-validação clínica

O Timed Up and Go, medido a partir de um vídeo de telemóvel.

O TUGscope deteta a pose do doente frame a frame, separa as fases do teste e devolve tempos, cadência, velocidade, viragem e transferências. No fim, um modelo de IA redige o relatório clínico a partir das métricas já calculadas.

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A preparar
Pose real, 26 pontos · vídeo de teste, sem imagem do doente

Para que serve

O Timed Up and Go é o teste funcional mais usado para avaliar mobilidade e risco de queda em pessoas idosas. Na prática, fica-se com um único número: o tempo total. O TUGscope transforma a mesma gravação de 20 segundos numa avaliação quantitativa de marcha e equilíbrio, sem sensores, sem marcadores e sem laboratório.

Tempo total e por fase

Levantar, ida, viragem, regresso, viragem final e sentar, com início e fim de cada fase. O cronómetro deixa de depender do tempo de reação de quem avalia.

Métricas de marcha e equilíbrio

Cadência, velocidade, comprimento do passo e da passada, apoio e balanço, duplo apoio, simetria, regularidade, estratégia de viragem, controlo do tronco e uso das mãos nas transferências.

Relatório pronto a partilhar

Um PDF com linha de tempo, tabelas, frames-chave e um texto clínico redigido por IA que distingue sempre medições, observações e interpretação. O clínico revê e edita antes de exportar.

Como funciona

Filma-se o teste com o telemóvel num tripé, de lado ou de frente. O vídeo nunca sai do computador: toda a análise de imagem corre localmente, num Mac com Apple Silicon. Só as métricas, e opcionalmente alguns frames-chave, seguem para o modelo de IA.

Deteção de pose

Um detetor localiza a pessoa e um estimador de pose devolve 26 pontos anatómicos por frame, incluindo calcanhares e pontas dos pés.

Local, sem rede

Biomecânica determinística

Algoritmos de processamento de sinal segmentam as fases, detetam contactos do pé e calculam cada métrica de forma reprodutível.

Local, sem rede

Revisão e redação por IA

O modelo observa frames-chave, descreve o que vê em formato estruturado e redige o texto clínico a partir dos números já calculados.

API Claude, opcional

Relatório editável

O clínico vê o relatório na aplicação, corrige o que entender e exporta o PDF. Métricas em JSON e vídeo com esqueleto ficam guardados.

Local

Algoritmos

Não há uma rede neuronal a adivinhar o resultado. A estimativa de pose é o único passo com aprendizagem automática; tudo o resto é geometria e processamento de sinal, documentado e verificável. Cada métrica indica o método com que foi obtida.

Estimativa de pose: RTMPose-x com YOLOX

Pose 2D no formato Halpe26 (26 pontos) via ONNX Runtime. O detetor de pessoas corre a cada 15 frames e a caixa é seguida entre deteções, cerca de 0,15 s por frame em CPU. Quando há mais do que uma pessoa, é escolhida a que tem o corpo mais completo. Pontos com baixa confiança são descartados.

  • RTMPose-x body7 Halpe26
  • YOLOX-m
  • ONNX Runtime
  • Seguimento da caixa

Orientação e fases

A rotação do corpo (yaw) é estimada a partir dos ombros, ancas, nariz e pés, o que permite classificar a vista (lateral, frontal, diagonal) e localizar a viragem. As fases são segmentadas pelo movimento vertical do tronco, pela progressão no espaço e pela rotação.

  • Yaw por ombros e ancas
  • Classificação da vista
  • 6 fases

Eventos de marcha

Em vista lateral, contactos do calcanhar e saídas do pé pelo método de Zeni (posição do pé em relação à pélvis). Nas outras vistas, deteção do pé estacionário. Daí saem passos, cadência, velocidade, comprimentos, apoio e balanço, duplo apoio, simetria e coeficiente de variação.

  • Método de Zeni
  • Pé estacionário
  • CV e simetria

Viragem

Duração, número de passos, direção e amplitude angular. Interrupções, passos cruzados e rotação em bloco (atraso entre a rotação da cabeça e a da pélvis) são heurísticos e assinalados como tal para confirmação visual.

  • Velocidade angular
  • Atraso cabeça-pélvis
  • Passos cruzados

Levantar e sentar

Duração de cada transferência, tentativas, uso provável das mãos (posição dos punhos em relação às ancas), inclinação máxima do tronco e velocidade vertical. A descida pouco controlada é detetada pela velocidade de descida da anca.

  • Tentativas
  • Uso das mãos
  • Velocidade de descida

Postura e sinais de dificuldade

Inclinação e oscilação do tronco, oscilação lateral dos ombros, balanço e assimetria dos braços. Sinais observáveis: elevação do pé e arrastamento, passos corretivos e procura de apoio com as mãos.

  • Oscilação do tronco
  • Assimetria dos braços
  • Procura de apoio

Calibração e movimento da câmara

Em vista lateral, o percurso de 3 m calibra a escala; em alternativa usa-se a altura do doente. Com a câmara na mão, o movimento é estimado pelo fundo da imagem e compensado, mantendo o tempo total fiável e assinalando perda de precisão espacial.

  • Percurso ou altura
  • Compensação do fundo

Primeiros resultados

Tempo total do TUGscope contra o cronómetro do examinador, em quatro gravações de teste com condições diferentes. O cronómetro inclui o tempo de reação de quem avalia; o sistema mede do início do movimento do tronco até à anca estabilizar na cadeira.

Estes números vêm de gravações internas de desenvolvimento, não de um estudo. A validação formal com protocolo, amostra e análise de concordância é precisamente o passo seguinte.
Vídeo 2D de uma só câmara: todas as métricas são estimativas e devem ser confirmadas nos primeiros casos.
Condições de gravaçãoCronómetroTUGscope
Câmara na mão a seguir, diagonal27,13 s27,32 s
Frontal, pernas fora de plano na viragem24,74 s23,6 s
Diagonal, parada, vídeo começa a meio do levantar16,11 s15,01 s
Frontal, câmara parada13,26 s12,74 s

A aplicação

Três ecrãs: dados do doente e vídeo, análise com pré-visualização do esqueleto em tempo real, e resultados com linha de tempo navegável, métricas e relatório editável. Funciona offline; a chave da API de IA é opcional e fica guardada apenas no computador.

Vídeo de demonstração

Em preparação. Será gravado com um voluntário com consentimento para divulgação, do início do teste à exportação do PDF.

InícioDados do doente, auxiliar de marcha, percurso e vídeo
AnáliseProgresso e esqueleto sobreposto, frame a frame
ResultadosLinha de tempo, métricas e relatório editável

O relatório em PDF

Um documento para outros profissionais de saúde, gerado em HTML/CSS e exportado pela própria aplicação. Começa pelo tempo total e pela linha de tempo das fases; segue com as tabelas de métricas e termina com o texto clínico.

Medições, observações e interpretação aparecem sempre separadas, para que se saiba o que foi calculado, o que foi visto e o que é juízo clínico.

Valores em falta são declarados como não avaliados, com a razão: vista da câmara, calibração indisponível ou poucos passos.

Uma secção de limitações fecha cada relatório: qualidade do vídeo, estabilidade da câmara, confiança da deteção.

Editável antes de exportar. O texto da IA é uma proposta; o clínico assina o que sai.

TUGscope
Relatório do teste Timed Up and Goexemplo.mov · gerado em 2026-10-28
12,7s
Tempo total do TUG, do início do movimento até à anca assentar na cadeira
Levantar 0,5 s Ida 3,9 s Viragem 3,0 s Regresso 2,6 s Viragem final 1,9 s Sentar 1,1 s
UtenteUtente exemplo
Idade78
Auxiliar de marchanenhum
Percurso3,0 m
Câmaraparada
Vista da câmaradiagonal
Calibração métricaindisponível
Deteção do sujeito100% dos frames
Sentado · 1,7 s
Levantar · 2,2 s
Ida · 4,4 s
Viragem · 7,9 s
Regresso · 10,7 s
Sentar · 14,2 s

Marcha

MétricaIdaRegresso
Passos54
Cadência109,7 passos/min131,5 passos/min
Velocidade0,77 m/s < 0,81,17 m/s
Comprimento do passo0,42 m0,53 m
Regularidade: CV do tempo de passo6,3 %35,9 %

Viragem

Duração3,02 sInterrupções0
Passos4Rotação em bloconão
Resultado global. O tempo total de 12,74 s situa-se na zona limítrofe dos pontos de corte habitualmente citados para maior risco de queda em idosos da comunidade (12 a 13,5 s) e não permite, por si só, classificar o risco. A velocidade na ida (0,77 m/s) fica abaixo do limiar de referência de 0,8 m/s…
Continua: levantar e sentar, postura, sinais de dificuldade, interpretação, recomendações e limitações

Integração com IA

O modelo de linguagem não mede nada. Recebe as métricas já calculadas e, opcionalmente, uma dúzia de frames-chave, e faz duas coisas que um algoritmo determinístico faz mal: descrever o que se vê e escrever um texto clínico legível. Usamos a API Claude, da Anthropic, com saídas estruturadas.

Passo 1

Revisão visual dos frames-chave

Doze frames escolhidos pelas fases (antes de levantar, meio do levantar, início da marcha, antes e durante a viragem, sentar…) são enviados ao modelo com uma pergunta fechada. A resposta é um JSON com esquema fixo: auxiliar de marcha, procura de apoio, uso das mãos ao levantar e ao sentar, controlo da descida, arrastamento dos pés, postura, balanço dos braços, qualidade do vídeo e um grau de confiança. Se não for visível, a resposta é "indeterminado".

Passo 2

Redação do relatório

O modelo recebe o JSON completo das métricas e a revisão visual, com instruções estritas: usar exclusivamente os valores fornecidos, escrever "não avaliado" quando faltam, separar medições de observações e de interpretação, interpretar com prudência face a referências conhecidas, não diagnosticar e listar as limitações. O texto chega em streaming à aplicação e pode ser editado.

No computadorVídeo original, pose frame a frame, vídeo com esqueleto, métricas em JSON e o PDF final. Nada disto é enviado para fora, excepto o indicado.
Enviado à APIMétricas numéricas, metadados do teste (idade, auxiliar, percurso) e, se ativado, até 14 frames JPEG. Sem nome do doente e sem o vídeo.
DevolvidoUm JSON de observações e um texto em Markdown. Ambos ficam guardados ao lado das métricas e entram no relatório.
Números só de um ladoO modelo nunca calcula tempos ou distâncias. Cada valor do relatório tem origem no pipeline determinístico e pode ser rastreado até ao JSON de métricas.
Opcional e sob controloA análise completa funciona sem chave de API. A chave é introduzida pelo clínico, guardada apenas no seu utilizador, e o envio de frames pode ser desligado.
Modelo configurávelA aplicação usa por omissão o Claude Opus e aceita outros modelos da família. Os pedidos usam esquemas JSON para garantir respostas com a estrutura esperada.
Estado do projeto

Software em desenvolvimento, em fase de pré-validação para estudos clínicos.

O TUGscope não é um dispositivo médico certificado e não deve ser usado para decisões clínicas. O protótipo funciona de ponta a ponta e está pronto para ser comparado com o padrão de referência em contexto clínico e hospitalar: cronómetro, observação por avaliadores treinados e, idealmente, sistemas instrumentados de análise de marcha.

  • Estudos de concordância e fiabilidade teste-reteste em serviços de geriatria, medicina física e reabilitação, neurologia e ortopedia.
  • Protocolos de gravação padronizados (tripé, vista lateral, marcação dos 3 m) e recolha de vídeos com consentimento informado.
  • Colaboração com fisioterapeutas e geriatras na revisão do relatório clínico e das referências usadas na interpretação.

Parceiros clínicos e académicos

Se trabalha num hospital, numa unidade de cuidados continuados, numa instituição de ensino ou num grupo de investigação e quer participar na validação, fale connosco.

diogopinto@geridoc.pt

Diogo Pinto, Geridoc. Respondemos a todos os contactos.